Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Mais

 

Mais um dia que chegou.

Mais um dia que passou.

Mais um dia não mais!

 

Mais um dia ruim.

Mais um dia sem fim.

Só mais um dia…

 

Mais um dia que não quero.

Mais um dia que desespero.

Só mais um dia…

 

Mais um dia sem prazer.

Mais um dia sem viver.

Mais um dia…

 

Quero um dia mais

Que não seja um dia só!

 

Quero um desses dias,

E talvez aí queira mais.

 

Mas por agora,

Só quero um dia mais.

 

 


Fotografia: Marilia Campos

publicado por (In)constante às 18:07
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
Sim?

 

 

Não estou apaixonada. Não quero estar, não estou. Porém sinto a tua falta. Não quero sentir, mas sinto. Pelos vistos a paixão controla-se melhor do que isto que sinto por ti!

Seria mais fácil dizer-te que sim? Penso que não. Mais fácil é tomar este caminho. Não mato propositadamente... Deixo morrer. Dar-nos-ia vida caso houvesse o que viver! Um dia, meu bem, um dia dir-te-ei o que tanto ansiamos ouvir.

 


Fotografia: Nanã Sousa Dias

publicado por (In)constante às 18:52
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Farol de abismo

 

 

 

O que será isto que me consome? Será algo que me consome novamente? É um querer estar perto, sempre! É um querer partilhar, tudo! É um querer mimar-te, muito! É um sorrir, com vontade!
Não quero que seja mentira. Só não me quero estar a mentir. Tal como não quero que me consuma até à exaustão!
Bem, pelo menos já sei o que não quero!
Mas (mas, mas, mas…) estou a caminhar para o abismo? Estou a ir de encontro ao meu farol? Mar que me consome em ondas agitadas, mar sem piedade dos náufragos. Marinheira do medo e da convicção, convicção de que se merece procurá-La! Serás o meu farol, por agora. Até A encontrar, serás o meu farol de abismo.
 


publicado por (In)constante às 22:51
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
Noite

 

 

 

Noite inquieta

Que me desperta

Para a descoberta

 

De que me fazes falta,

Mesmo em maré-alta.

Noite que sobressalta!

 


Fotografia: Almor Loucao

publicado por (In)constante às 12:31
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Aceita

 

 

 

Lá voltei eu a sonhar

Sem chão.

Da constância do meu mar

Abri mão.

 

Sem razão,

Poder-te-á parecer,

Digo não!

Ao que poderiamos ser.

 

Aceita o meu viver

Sem pensar.

Aceita o defender

Deste penar.

 


Fotografia: D DiArte

publicado por (In)constante às 00:01
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Suicídio

 

 

Isto não faz qualquer sentido. Óbvio que me irrito, isto não faz qualquer sentido! Por que raio me entristeço com as tuas atitudes, se nem sequer nos temos? Se nem sequer é certo que nos teremos?! Lá voltei eu a sonhar sem chão. Não pode ser, não me posso permitir. Não me vou permitir! É deitar carinho ao lixo. É matar-me aos poucos. É suicídio! Não te prendas tu também. Não queiras sequer prender-te. É morte certa, meu bem.

 


Fotografia: Augusto Peixoto

publicado por (In)constante às 23:58
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Sucesso e Frustração

 

 

É normal, é perfeitamente legítimo pensar-se com toda a convicção que o sucesso não é compatível com a frustração, numa mesma pessoa, obviamente. O sucesso de uns leva à frustração de outros, mas isso é outra conversa. O que me levou hoje a escrever foi algo paradoxal.

Hoje conquistei o meu sucesso muito, muito suado. Auto-satisfação, orgulho próprio. Mas, como é sabido, a vida está dividida em variadas peças de puzzle. Esta peça está no sítio certo. Porém outras peças não o estão, outra peça não está. Aliás, eu não a consigo colocar no seu lugar! Esta segunda peça não me deixa desfrutar o sucesso da primeira. Não deixa mesmo lá bem no meu fundo! Parecendo mentira, improvável, contestável, deplorável e até mesmo masoquista, a frustração de uma não me deixou dar o devido valor ao sucesso de outra. Num mesmo instante, que por vezes me parece tão longo, percebi que, afinal, o paradoxal não é assim tão incompatível.

 

 


Fotografia: Jorge M. Oliveira

publicado por (In)constante às 23:52
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Invejas

 

 

Ela disse-me O teu defeito é seres demasiado altruísta. Pensa em ti!, e eu aceitei o conselho. Agora penso em mim e admito que por vezes vejo que foi um bom passo a dar. Outras vezes vejo o que não gosto de ver: sinto demais. Gostava de ser como ele. Ele não se prende. Sei que já me chateei com ele por causa disso, mas a verdade é que tenho inveja. E ele também já se chateou comigo por eu ser assim: a inveja também o corrompeu! No fundo, gostávamos de ser um como o outro e por isso mesmo é que funcionamos bem: completamo-nos. Vamos aprendendo um pouco de cada vez: eu penso em mim e ele pensa nos outros. Torna-nos melhores. Pelo menos é no que eu acredito! E, em boa verdade, é que já não estamos a tempo de aproveitar a felicidade que a ignorância nos poderia dar.
                                                                                  
                                                                                                           29.08.2009
 

Fotografia: Dirceu Garcia Junior

publicado por (In)constante às 23:50
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Onde estás?

 

 

Onde estás? Não vou à tua procura, não receies, não vou. Só quero saber se existes; se ainda existes, se te não perdi, se te não vi.

Sinto a tua falta, sabias? Mas não daquela forma apaixonadamente doentia. Sinto a tua falta, mas sei viver sem ti. E, como tal, não vou à tua procura.

Mas mesmo não te procurando, tenho de saber onde estás. Preciso de sonhar, sabias? O sonho comanda a vida. É preciso sonhar! E esse sonho basta-me.

16.05.2009


Fotografia: Mario Toews

publicado por (In)constante às 01:25
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Boémica ironia

  

 

Ter-te encontrado,

Um dia, julguei.

Dois dias, aliás!

Manhãs que amei...

 

Ter-te deixado

Também o cri!

Oh, doce rapaz,

Tardes que sofri...

 

Procurei-te, sabias?

Tamanha insensatez!

Ainda reviro meus dias

Em noites que nem vês...

 

Efémeras ilusões conquistei,

Enganando o meu querer,

E em tua busca te sonhei

Até rasgar e doer.

 

Agora que te não procuro,

Com boémica ironia,

Encontras-me no teu mundo

Repleto de magia!

 

                                                                                 16.05.2009


Fotografia: Pedro Pais

publicado por (In)constante às 01:11
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