Mais um dia que chegou.
Mais um dia que passou.
Mais um dia não mais!
Mais um dia ruim.
Mais um dia sem fim.
Só mais um dia…
Mais um dia que não quero.
Mais um dia que desespero.
Só mais um dia…
Mais um dia sem prazer.
Mais um dia sem viver.
Mais um dia…
Quero um dia mais
Que não seja um dia só!
Quero um desses dias,
E talvez aí queira mais.
Mas por agora,
Só quero um dia mais.
Não estou apaixonada. Não quero estar, não estou. Porém sinto a tua falta. Não quero sentir, mas sinto. Pelos vistos a paixão controla-se melhor do que isto que sinto por ti!
Seria mais fácil dizer-te que sim? Penso que não. Mais fácil é tomar este caminho. Não mato propositadamente... Deixo morrer. Dar-nos-ia vida caso houvesse o que viver! Um dia, meu bem, um dia dir-te-ei o que tanto ansiamos ouvir.
Noite inquieta
Que me desperta
Para a descoberta
De que me fazes falta,
Mesmo em maré-alta.
Noite que sobressalta!
Lá voltei eu a sonhar
Sem chão.
Da constância do meu mar
Abri mão.
Sem razão,
Poder-te-á parecer,
Digo não!
Ao que poderiamos ser.
Aceita o meu viver
Sem pensar.
Aceita o defender
Deste penar.
Isto não faz qualquer sentido. Óbvio que me irrito, isto não faz qualquer sentido! Por que raio me entristeço com as tuas atitudes, se nem sequer nos temos? Se nem sequer é certo que nos teremos?! Lá voltei eu a sonhar sem chão. Não pode ser, não me posso permitir. Não me vou permitir! É deitar carinho ao lixo. É matar-me aos poucos. É suicídio! Não te prendas tu também. Não queiras sequer prender-te. É morte certa, meu bem.
É normal, é perfeitamente legítimo pensar-se com toda a convicção que o sucesso não é compatível com a frustração, numa mesma pessoa, obviamente. O sucesso de uns leva à frustração de outros, mas isso é outra conversa. O que me levou hoje a escrever foi algo paradoxal. Hoje conquistei o meu sucesso muito, muito suado. Auto-satisfação, orgulho próprio. Mas, como é sabido, a vida está dividida em variadas peças de puzzle. Esta peça está no sítio certo. Porém outras peças não o estão, outra peça não está. Aliás, eu não a consigo colocar no seu lugar! Esta segunda peça não me deixa desfrutar o sucesso da primeira. Não deixa mesmo lá bem no meu fundo! Parecendo mentira, improvável, contestável, deplorável e até mesmo masoquista, a frustração de uma não me deixou dar o devido valor ao sucesso de outra. Num mesmo instante, que por vezes me parece tão longo, percebi que, afinal, o paradoxal não é assim tão incompatível.
Onde estás? Não vou à tua procura, não receies, não vou. Só quero saber se existes; se ainda existes, se te não perdi, se te não vi.
Sinto a tua falta, sabias? Mas não daquela forma apaixonadamente doentia. Sinto a tua falta, mas sei viver sem ti. E, como tal, não vou à tua procura.
Mas mesmo não te procurando, tenho de saber onde estás. Preciso de sonhar, sabias? O sonho comanda a vida. É preciso sonhar! E esse sonho basta-me.
16.05.2009
Ter-te encontrado,
Um dia, julguei.
Dois dias, aliás!
Manhãs que amei...
Ter-te deixado
Também o cri!
Oh, doce rapaz,
Tardes que sofri...
Procurei-te, sabias?
Tamanha insensatez!
Ainda reviro meus dias
Em noites que nem vês...
Efémeras ilusões conquistei,
Enganando o meu querer,
E em tua busca te sonhei
Até rasgar e doer.
Agora que te não procuro,
Com boémica ironia,
Encontras-me no teu mundo
Repleto de magia!
. Mais
. Sim?
. Noite
. Aceita
. Suicídio
. Invejas